Pular para o conteúdo principal

Quando a qualidade faz diferença?


   Se pensarmos no sentido que a palavra qualidade tem, fica difícil de entender em que momento da experiência de um cliente ela realmente ela vai fazer diferença. E essa dificuldade vem justamente do fato de que o sentido da palavra é amplo e de difícil definição, por ser percebida de diferentes formas por casa um de nós.
   Toda vez que pensamos em qualidade, podemos atribuir o que uma pessoa tem como característica, o que uma pessoa faz, fala ou pensa, assim como um produto, serviço, local, ambiente e etc, proporcionam por experiência. Essa por sua vez é o ato de experimentar, sentir, qualquer conhecimento obtido por meio dos sentidos.
   Então chegamos no ponto de refazer a pergunta: quando a qualidade faz a diferença? Isso porque agora podemos responder que todas as vezes em que você for ter uma experiência com algo ou alguém, a qualidade vai fazer a diferença na sua avaliação final, seja ela sua, íntima e pessoal, seja uma avaliação de um produto ou serviço e principalmente, ele influenciará a possibilidade de você querer ou não aquele momento.
   Transportando isso para a realidade das organizações, essa deve ser uma preocupação frequente e que demanda atenção. Quando uma Empresa quer entregar uma experiência para o seu cliente, em que ele deseje ficar, voltar, retornar, comprar novamente, usar o serviço/produto sempre, falar bem, fazer propaganda, replicar, ela deve atentar para fazer isso com qualidade. E como fazer isso com qualidade? Deve ser a pergunta que passa na cabeça. Bom, é muito mais simples do que imagina e tão mais fácil do que se faz hoje: ouvindo.
   Atualmente, e cada vez mais, as pessoas falam sobre suas experiências, insatisfações, reclamam, elogiam, criticam, amplamente, em redes sociais, meios de comunicação diversos, na rua, nas ouvidorias e SAC’s. Umas como forma de desabafo, outras como forma colaborativa, para melhoria. As Empresas por sua vez podem e devem se aproveitar destas manifestações espontâneas para analisar se estão fazendo com qualidade. A cada cliente perdido, insatisfeito ou não contente com algo que recebeu é uma fonte valiosa para a manutenção e melhoria da experiência dos demais que ainda permanecem. Devemos aprender com os erros para não os repetir e, repetidamente, extirpá‐los, aí não só vale para as organização, vale para as pessoas também, pois ainda estamos no sistema reativo, a proatividade segue sendo comportamento raro.
   Comentários a parte, é ai que a qualidade vai fazer diferença, quando nos mostrarmos, como Organização ou como indivíduos, abertos a aprender, a melhorar, a nos entender e comunicar de forma aberta, colaborativa, direta e organizada, perceberemos isso. A cada ato, a cada entrega a qualidade se faz presente, percebida de forma positiva ou depreciativa, ela determinará o que agrega e o que pode e deve ser substituído. Por isso, vale sempre ser incisivo: cuidado com a qualidade, preste atenção e entenda que ela faz diferença sim. 

“A qualidade não é um ato, é um hábito” (Aristóteles)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eu te ensino e você me faz aprender

     Hoje, um sábado á noite qualquer, me peguei pensando sobre o que aprendi e tenho aprendido na minha vida, até aqui. Um pouco destes pensamentos se deve a perda recente de um amor da minha vida, meu gato, meu parceiro de todas as horas, o Anakin. Pensando na falta que ele me faz e em tudo que passamos juntos, comecei a viajar de volta no tempo, para a ápoca em que ganhei ele de presente.      Naquela época estava iniciando meu trabalho como Consultora Empresarial, tinha pouco conhecimento no que estava fazendo, mas muita vontade de aprender. Havia sido dona de uma loja de bijuterias por mais de quatro anos, trabalhando diretamente em todos os processos, pois era um comércio pequeno. Fora isso, havia sido empregada em diversas oportunidades diferentes, cada qual agregando um tipo de aprendizado. Fui professora de inglês básico, balconista, degustadora de laticínios, safrista apontadora de dados de produção, depois estoquista e depois auxiliar...

O estranho ciclo da vida

   Há algum tempo atrás, durante um curso de coaching que fiz, dentre tantas coisas bacanas que pude ver, aprendi que existe uma forma muito interessante de acompanhar o desenvolvimento e os acontecimentos na sua vida, profissional e pessoal. Claro, como boa questionadora, de primeira, me peguei pensando que aquilo ali era mais uma ferramenta daquelas que você utiliza e depois esquece pois não agrega em nada.    Pois não demorou muito para eu morder a minha língua, ou melhor, me redimir com meus pensamentos. A proposta da professora era que descrevessemos nossas vidas, levando em consideração um ciclo de 7 anos, ou seja, nascimento, 7 anos, 14 anos e assim por diante. Por coincidência (ou não), eu recém havia fechado meu ciclo dos 28 anos. Então comecei a escrever sobre tudo que se passou na minha vida, tudo que eu lembrava pelo menos e foi então que esse negócio de ciclo da vida ficou estranho, na verdade, intrigante.    Comecei, obviamente, pelo meu...

Sobre sobreviver

Uma palavre forte, uma sensação estranha, uma percepção de vida, algo que pensamos muitas vezes e questionamos se somos capazes de vencer algumas situações adversas que nos levariam a precisar exercer a sobrevivência. Falo por mim quando digo que pensamos nisso ao longo da vida, pois nesta trajetória passamos por certos marcos que acabam balançando nossas estruturas, nos derrubando ou nos levantando, e parece que, em qualquer uma destas situações, sentimos que precisamos sobreviver. E nestes mesmos momentos, acabamos questionando o que faz parte de sobreviver, o que é sobreviver? Seria a capacidade de ficar calmo diante da adversidade, seria a possibilidade de se reinventar, seria um conjunto de habilidades de sobrevivência em lugares inóspitos... Com os dias que estamos vivendo agora, com o mundo de ponta cabeça, as novidades um tanto assustadoras que nos deparamos neste ano de 2020, este tema apareceu com tudo, em cada notícia, em cada medida tomada, em cada nova ação e em cada...